Acusado de matar esposa e casal de enteados em Carangola é condenado a 81 anos de prisão

O principal suspeito de ser o autor de um crime bárbaro que chocou a cidade de Carangola (cerca de 85 km de Muriaé), há exatamente um ano, foi condenado a 81 anos e 3 meses de prisão. O homem, acusado de matar a esposa de 43 anos e o casal de enteados, de 18 e 22 anos, a golpes de enxadão, no dia 23 de novembro de 2014, no bairro Ouro Verde, foi a júri popular na última quarta-feira (18), no Fórum de Carangola. O suspeito desapareceu no mesmo dia e foi preso cinco meses depois, em abril de 2015, na cidade de Teófilo Otoni. A defesa do réu tentou convencer os jurados de que não havia provas da autoria da chacina, mas o corpo de sentença considerou o acusado culpado por homicídio qualificado. Segundo a perícia, as vítimas foram atacadas enquanto dormiam e a residência não foi arrombada. De acordo com a assessoria de comunicação do Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG), o juiz considerou como agravante o uso de recurso que dificultou ou impossibilitou a defesa das três vítimas, sendo que no caso da esposa, houve ainda o agravante por ele ser seu cônjuge. Quanto aos enteados, o fato de viverem com o réu e, especificamente, de a jovem ser portadora de deficiência física e mental, também agravaram a pena, que deverá ser cumprida, inicialmente, em regime fechado.
Relembre o caso
Maria da Penha Santos Amorim Araújo (43) a filha, Ana Cláudia Amorim Mendes (22), que era portadora de deficiência física, e o filho Claudimar Amorim Mendes (18), foram assassinados a golpes de enxadão, dentro de casa, na madrugada do dia 23 de novembro de 2014 (domingo). De acordo com o boletim de ocorrência da Polícia Militar (PM), naquela noite, vizinhos narraram que ouviram gritos e supostas discussões, aparentando uma intensa briga dentro da residência. Dois dias depois, preocupados com a falta de movimentação na casa, vizinhos chamaram os donos do imóvel onde a família morava. Eles entraram pelos fundos da residência e encontraram os corpos. Ainda segundo o registro policial, Maria da Penha estava com um ferimento na cabeça e perto de um enxadão, em cima da cama. O rapaz e a jovem tinham um corte profundo no pescoço. Na mesma madrugada em que a chacina aconteceu, o suspeito teria sido visto abastecendo o carro da esposa em um posto de combustíveis, ficando desaparecido até ser capturado cinco meses depois, em Teófilo Otoni. De acordo com o site "É o Combatente", de Carangola, populares informaram que a família teria se mudado da cidade de Alto Jequitibá para Carangola há cerca de cinco meses antes do crime.
Fonte : Rádio Muriaé / Ascom-TJMG