Reprodução/Carlos Grevi
O corpo da funcionária pública Adriana Silva Aguiar, de 33 anos, foi sepultado às 17h desta quinta-feira (18/10), no Cemitério Waldir Sepúlveda, em Cardoso Moreira.
Familiares, amigos e colegas de trabalho ficaram chocados com o desfecho trágico do desaparecimento de Adriana. No cemitério, muito choro e revolta com a frieza do suspeito, que teria esganado Adriana e depois a enterrado nos fundos de sua casa de praia.
Pela manhã, o dentista dela esteve no Instituto Médico Legal (IML), em Campos, para fazer o reconhecimento do corpo através de exame da arcada dentária.
Pela manhã, o dentista dela esteve no Instituto Médico Legal (IML), em Campos, para fazer o reconhecimento do corpo através de exame da arcada dentária.
O corpo de Adriana foi encontrado nesta quarta-feira (17/10), na casa de veraneio de seu colega de trabalho, Fernando Negrin, 42 anos, que teve a prisão decretada pela Justiça também nesta quarta-feira.
Segundo a delegada de São João da Barra, Madeleine Farias, o depoimento do suspeito foi colhido e ele relatou que tinha um relacionamento afetivo com a vítima, que o estaria pressionando para deixar a família. Na casa em Grussaí, os dois tiveram uma briga corporal e a vítima teria tentado agredir o suspeito com uma faca. Ele confessou que a matou com esganadura.
Uma fonte contou à nossa reportagem, que no atestado de óbito consta que Adriana morreu de insuficiência respiratória, e informou também que havia areia nas vias respiratórias, o que faz parecer que a vítima pode ter tentado respirar após ser enterrada, neste caso, ela teria sido enterrada viva. Esta versão é extraoficial.
No IML, o irmão de Adriana, Luciano Silva Aguiar, informou que Fernando e ela eram amigos e que ele chegou a ir a casa da família se oferecer para ajudar a procurar a colega.
Luciano também afirmou que começou a desconfiar do envolvimento de Fernando no desaparecimento, pois apresentou a ele uma versão diferente da que disse aos colegas de trabalho, sobre a última vez em que teria visto Adriana.
Adriana desapareceu no último dia 04, quando foi vista pela última vez num ponto de ônibus, em Cardoso Moreira, onde morava com a família. Ela iria para o prédio da Defesa Civil de Italva, onde trabalhava.
Adriana e o marido estavam separados há quatro anos, mas continuavam morando na mesma casa, em Cardoso Moreira.
Chegando a São João da Barra, os agentes tiveram o apoio de mais dois inspetores da Polícia Civil para irem à casa de Fernando, que aparentava tranquilidade. Logo no portão, eles sentiram um forte odor, e se dirigiram ao fundo do quintal, onde fica a fossa. Percebendo que os policiais estavam desconfiados, Fernando disse que ali não havia nada e que iria pegar uma pá para cavar o local. O suspeito foi dentro da casa e na cozinha, cortou o próprio pescoço com uma faca, caindo posteriormente no quarto. O socorro foi chamado e o suspeito levado para o Hospital Ferreira Machado (HFM), em Campos.
Depois de Fernando ter atentado contra a própria vida, os policiais começaram a escavar o terreno e por causa da dificuldade, a delegada Madeleine Farias solicitou uma retroescavadeira que ajudou no trabalho. O corpo foi encontrado em avançado estado de decomposição, enterrado abaixo do alicerce do último cômodo da casa, em construção.
Adriana era divorciada e tinha um filho de 12 anos.
Adriana era divorciada e tinha um filho de 12 anos.
Fernando está internado no Hospital Ferreira Machado fora de perigo.